No outro dia ao fazer zapping, deparei-me com o filme PS I love you e decidi ficar a vê-lo, talvez por estar um pouco lamechas ou, o mais provável, porque a protagonista me fez lembrar bastante a Marisa. Apesar de não me ter perdido em pensamentos com ela, a verdade é que, sem querer, acabou por vir ter comigo no sonho que tive nessa mesma noite.
Apareceu na nossa casa, que nem era a nossa casa verdadeira, como se fosse a coisa mais natural do mundo, o que, nos sonhos, é o que mais acontece… Estava tudo a correr muito bem, com muita formalidade e sem ultrapassar os limites das conveniências, até ao momento em que, sem me lembrar de como nem porquê, ter dado por mim deitado ao seu lado, beijando-lhe longamente os lábios… Foi tão bom este beijo, tão real e saboroso (e sem saber a almofada), numa sintonia tão perfeita que eu nem queria acreditar. Muito menos acordar. Mas foi isto que aconteceu. Acordei e vi que estava a beijar a Eva, sonhando que estava a beijar a Marisa…
Mas não se assustem. A situação não foi assim tão grave. Vejam bem o que os sonhos são capazes de fazer: Quando acordei, na verdade ainda estava a dormir. Só tinha acordado no sonho. E só estava a beijar a Eva no sonho. A situação só não foi aterradora porque acordei sobressaltado logo depois, talvez com o susto de poder ter chamado Marisa à Eva... Ou seja, não beijei nem uma nem outra. Foi tudo um só sonho.