Numa das manhãs em que me dirigi até à praia para passear a Milu, na rua da padaria seguia à minha frente um casal com cerca de 35 anos. Não passava das 7h30. Ela vestia um top preto e uma minissaia branca. O homem, creio, ia só de calções de banho. O corpo dela era divinal.
Eu não pensava concretamente ir para aquela praia, mas deixei-me guiar por eles, pois para o efeito qualquer praia serviria e assim teria uma vista agradável para ir apreciando. Foram caminhando em direcção ao mar e, ainda antes que eu pudesse concluir que iam tomar banho, já aquele corpo, que jamais sonharia poder ver nu, se estava a libertar das poucas roupas que o mantinham com o mínimo de compostura. Ele despiu também os calções e, num ápice, correram até ao mar, tal como vieram ao mundo, e se viram ambos dentro de água, enleados e trocando beijos apaixonados.
Passado pouco tempo, até porque estava gente a aproximar-se, decidiram sair da água para se vestirem a correr o que me permitiu ver o lado da frente da senhora, como se não tivesse sido já honra suficiente ter visto o de trás. Apesar dos cinquenta metros que me separavam deste espetáculo, a visão que tive foi como ganhar a lotaria sem ter sequer jogado. Se me tivessem contado o que acabara de testemunhar, nunca teria acreditado. Sim, tinha esperança de poder ver as fímbrias da sua cueca, mas não mais ousaria desejar. Não sei o que de bom possa ter feito para ser merecedor de tão generosa recompensa.